A volta ao berço da civilização

À Diáspora e o reencontro com suas origens mãe África

O ano de 2019 talvez tenha sido um dos anos, mais emblemáticos e possivelmente decisivo para a população em Diáspora, pelo menos pros que vivem no Brasil. Chegamos ao limite extremo em todas as frentes existentes, e parece que o caminho mais certo a ser seguido é o da ancestralidade, ou seja, o retorno às nossas origens.

Quando falamos em mãe e África, falamos no feminino, pois é do feminino que nasce a vida, através da terra, da água, da mulher, da mulher negra: mãe, esposa, gestora e potencializadora de vidas.

É através dessa reflexão que conseguiremos trazer as mudanças. Não estamos falando em mudança material, mas em mudança de comportamento e atitude, pois ao chegarmos ao século 21 da Era Comum e ao primeiro século do terceiro milênio, nos deparamos com uma grande questão a ser respondida: até quando vamos continuar aceitando o pouco que nos é dado? Acredito que a partir desse ponto partem novas perguntas e bandeiras de luta que teremos que construir.

Não podemos mais ficar no campo das idéias, como uma metáfora ou uma teoria que se perde em debates, precisamos ser mais atuantes na construção dessa volta ao afrocentrismo. Afrocentrismo é uma ideologia dedicada ao estudo da história africana e sua principal finalidade é buscar a autodeterminação.

O positivismo da construção do povo de diáspora, passa necessariamente pelo autoconhecimento, principalmente sobre sua História que nunca fora contada pois, quando falamos em história da África, descobrimos que poucos sabem sobre sua própria origem para ajudar e contribuir com sua reflexão vamos trazer várias publicações na série, “Provocações”, com objetivo de despertar o debate e aumentar o poder da fala.

Nossa primeira publicação traz um tema que está muito em voga que será, “Feminismo Negro versus Mulherismo Africana”, procuramos de forma simples nesse primeiro tema de “Provocações”, demonstrar as duas teorias e revelando para você que ao contrário do que se pensa, elas caminham juntas no tempo moderno, na segunda parte você vai ter o prazer de conhecer de perto, pela ótica de duas filósofas brasileiras, que em primeiro momento estarão incluídas no contexto das duas teorias e mais a frente participando com o próprio depoimento Aza Njeri, Pós Doutorada em Filosofia Africana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Katiúscia Ribeiro, Professora, Filósofa, Poetisa, Doutoranda em Filosofia Africana, tudo em entrevistas exclusivas.

E quando falamos em África, o berço da civilização e o reencontro da diáspora com suas origens, é porque traremos nas publicações de 2020 um pedaço dessa história que você talvez não conheça, com fontes e lugares para refinar sua pesquisa de auto conhecimento sobre a sua origem.

Essa primeira parte de “Provocações”, vai inserir você a um debate sobre a mulher negra e sua vital importância no empoderamento do povo em diáspora. E suas Bandeiras de Luta e as recentes conquistas.

Então fique atento pois a primeira matéria será publicada inteira nesse mês de Março e claro esperamos seus comentários, afinal são apenas “Provocações”…

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